
Vincent Burniske conta como foi a visita ao ginásio e afirma que Rio deve ter jogo da liga:
Rodrigo Alves Do GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro:
Em visita ao Brasil para assistir aos Jogos Pan-Americanos e conhecer as instalações esportivas da competição, um executivo da NBA circulava pela Arena Multiuso neste sábado, dia em que o Brasil bateu os uruguaios e garantiu vaga na final. O homem em questão é Vincent J. Burniske, diretor geral de Televisão Internacional e Mercado da liga profissional americana. Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, ele confirmou o que o público carioca já esperava: a nova Arena tem plenas condições de receber um jogo amistoso da NBA, o que pode acontecer mais rápido do que se esperava: em outubro do ano que vem.
GLOBOESPORTE.COM: Os brasileiros estão muito impressionados com a qualidade da Arena Multiuso. O novo ginásio pode fazer o Brasil, enfim, receber um jogo da NBA?
VINCENT J. BURNISKE: Tem sido um objetivo da NBA nos últimos anos trazer um jogo para o Brasil, e uma das maiores limitações era o ginásio. Agora, tendo uma arena de primeiro nível, como esta, o horizonte muda completamente. Já temos o interesse dos patrocinadores e dos parceiros internacionais, mas para completar o evento de marketing é preciso haver um evento: um jogo de pré-temporada ou outros amistosos.
Quando isso vai acontecer? O prazo mínimo seria outubro de 2008. Nós trabalhamos bem adiantados, e nesta janela de outubro já temos uma programação.
O que você viu na Arena? Fiz um tour completo. Meus objetivos aqui no Rio são assistir aos Jogos Pan-Americanos, fazer contato com nossos parceiros e conhecer as instalações esportivas. Conheci várias, mas esta é a instalação-chave. Vi o ginásio do ponto de vista do público, da mídia, dos jogadores, e fiquei muito satisfeito ao notar que este pode ser um ginásio para a NBA.
GLOBOESPORTE.COM
As cadeiras da Arena passaram no teste durante o Pan-Americano
Desde o início do Pan, vários jogadores escorregaram no garrafão. Para quem está de fora, parece que a tinta não tem muita aderência. Você chegou a notar este ponto? Não, eu não posso comentar o aspecto técnico. A NBA está dividida entre as áreas de negócios, minha especialidade, e operações de basquete. Há um padrão para o piso. Se ele for considerado escorregadio, esteja seco ou molhado, vamos ver isso para ter a certeza de que não há risco de lesões.
A falta de um estacionamento na Arena pode ser um problema? Ainda não tive a oportunidade de conferir este pontos. Você sabe quantas vagas são?
A Arena não tem estacionamento para o público. Hum... não posso comentar sobre a parte operacional, porque especialistas virão até aqui. Mas há maneiras diferentes de chegar até a Arena. Então o fato de não haver vagas de estacionamento compatíveis com a capacidade de público não será uma limitação.
"Acima de tudo, esse lugar foi bem concebido. O visual, os ângulos da câmera, as arquibancadas, a estrutura para a mídia e o que diz respeito aos jogadores. São muitos pontos positivos e poucas limitações."
Quando isso vai acontecer? O prazo mínimo seria outubro de 2008. Nós trabalhamos bem adiantados, e nesta janela de outubro já temos uma programação.
O que você viu na Arena? Fiz um tour completo. Meus objetivos aqui no Rio são assistir aos Jogos Pan-Americanos, fazer contato com nossos parceiros e conhecer as instalações esportivas. Conheci várias, mas esta é a instalação-chave. Vi o ginásio do ponto de vista do público, da mídia, dos jogadores, e fiquei muito satisfeito ao notar que este pode ser um ginásio para a NBA.
GLOBOESPORTE.COM
As cadeiras da Arena passaram no teste durante o Pan-Americano
Desde o início do Pan, vários jogadores escorregaram no garrafão. Para quem está de fora, parece que a tinta não tem muita aderência. Você chegou a notar este ponto? Não, eu não posso comentar o aspecto técnico. A NBA está dividida entre as áreas de negócios, minha especialidade, e operações de basquete. Há um padrão para o piso. Se ele for considerado escorregadio, esteja seco ou molhado, vamos ver isso para ter a certeza de que não há risco de lesões.
A falta de um estacionamento na Arena pode ser um problema? Ainda não tive a oportunidade de conferir este pontos. Você sabe quantas vagas são?
A Arena não tem estacionamento para o público. Hum... não posso comentar sobre a parte operacional, porque especialistas virão até aqui. Mas há maneiras diferentes de chegar até a Arena. Então o fato de não haver vagas de estacionamento compatíveis com a capacidade de público não será uma limitação.
"Acima de tudo, esse lugar foi bem concebido. O visual, os ângulos da câmera, as arquibancadas, a estrutura para a mídia e o que diz respeito aos jogadores. São muitos pontos positivos e poucas limitações."
Vincent Burniske, diretor da NBA
E os pontos positivos? O que o deixou mais impressionado? Acima de tudo, esse lugar foi bem concebido. O visual, os ângulos da câmera, as arquibancadas, a estrutura para a mídia e também o que diz respeito aos jogadores. Há pouquíssimos ginásios nas Américas com duas quadras de treino permanentes. A zona mista permite que os jogadores deixem a quadra, falem com a imprensa durante um tempo estipulado e depois passem para a sala de entrevista coletiva. As entradas e saídas de público também são ótimas. O ginásio pode encher e esvaziar rapidamente. São muitos pontos positivos e poucas limitações.
Um possível amistoso seria necessariamente de um time com jogador brasileiro?
A idéia é ter sempre um ícone local. Agora que temos a bênção de contar com seis brasileiros na NBA, incluindo Tiago Splitter, que estará no San Antonio Spurs na temporada 20008/09, isso nos dá uma flexibilidade maior e uma grande probabilidade de tornar real.
Saiba mais
É mais fácil haver um jogo de pré-temporada ou um amistoso contra a nossa seleção, como cogitou o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Bozikis? Contra seleção seria mais problemático. Em outubro, quando faremos o jogo, as seleções terão compromissos. Então enfrentar um time local criaria um problema de calendário. A idéia é trazer dois times da NBA, mas há uma outra opção: fazer um período de treinamento. Neste caso, em vez de três ou quatro dias, as equipes poderiam ficar, sete, oito, dez dias. E aproveitaríamos para fazer clínicas com técnicos brasileiros. Há muitas variáveis. Pode ser um jogo aqui no Rio, outro em São Paulo, ou um aqui, outro em Buenos Aires... vamos estudar a melhor maneira.
Matéria do: www.globo.com/nba

